sábado, 15 de dezembro de 2018


Cidadezinha

             Mário Quintana 

Cidadezinha cheia de graça...
Tão pequenina que até causa dó...
Com seus burricos a pastar na praça...
Sua igrejinha de uma torre só...

Nuvens que vêm, nuvens e asas,
Não param nunca, nem um só segundo...
E fica a torre, sobre as velhas casas,
Fica cismando como é vasto o mundo!

Eu que de longe venho perdido,
Sem pouso fixo (a triste sina!),
Ah, quem me dera ter lá nascido!

Lá toda a vida poder morar!
Cidadezinha... Tão pequenina
Que toda cabe num só olhar!

Vocabulário:
Cismar: pensar.
Sina: destino, sorte.
Vasto: grande, muito extenso.

Entendendo a poesia:

01 – “Cidadezinha cheia de graça..." Assinale a alternativa que está de acordo com  a palavra sublinhada. 

a)  divertimento.
b)  festa.
c)  encanto.
d) beleza.

02 – “Fica cismando como é vasto o mundo". Indique  a alternativa que está de acordo com a palavra sublinhada,  dentro do contexto presentado.  

a)  pensando.
b)  declarando.
c)  desconfiando.
d) imaginando.

03 – Retire da primeira estrofe do poema dois versos que retratam o ambiente da cidadezinha._
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04 – Copie do texto os versos que comprovam que o poeta não nasceu naquela cidadezinha.
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05 – Reescreva os versos, substituindo as palavras sublinhadas por sinônimos.
a) "Fica cismando como é vasto o mundo".
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b) "Sem pouso fixo. (A triste sina)"
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06 – Assinale as alternativas que estão de acordo com o assunto do poema:

a)  Descrição de uma cidadezinha particular.
b)  Descrição de uma cidadezinha indeterminada.
c)  Sentimento de carinho para com a cidadezinha.
d)  Desejo de viver na cidadezinha.

07 – Esse texto pode ser considerado uma descrição? Por quê?
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08 – A expressão: "... até causa dó...", no texto, não significa pena, compaixão para com a cidade, pois o poeta gosta muito dela. Na verdade, o que significa então? Assinale a resposta certa.

a)  Uma forma carinhosa de se referir à cidade.
b)  Uma forma poética de demonstrar descaso para com a cidade.
c) Uma forma não carinhosa do poeta se referir à cidade.
d) Todas as alternativas estão corretas.

09 – O poesia tem o tom sonoro:

a) Alegre.
b) Feliz.
c) Melancólico.
d) Agitado.

10 – O tema do poema tem como finalidade:

a) Fazer um retrato da cidade.
b) Falar da Igrejinha de uma torre só.
c) Incentivar o poeta a se mudar para a cidadezinha.
d) Comparar a cidadezinha com o vasto mundo.

11 – Releia os versos e preencha o quadro abaixo. 

Com seus burricos a pastar na praça...”
           (...)
“E fica a torre, sobre as velhas casas,”

Encontro consonantal
Dígrafo









12 - Dê sua opinião sobre o modo de vida na cidade em que você mora.
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Gabarito

01 – c)
02 – c)
03 –  “Tão pequenina que até causa dó...”
       “Sua Igrejinha de uma torre só...”

04 – “Eu que de longe venho perdido.”
      “Ah, quem me dera ter lá nascido!”

05 – a)  cismando como é enorme o mundo.
        b)   Sem pouso firme (estável).

06 – b) (X)
        c) (X)  
        d) (X)

07 – Sim. Porque conta como é a cidadezinha.
08 – a)
09 – b)
10 – a) 
11 –
Encontro consonantal
Dígrafo
pastar = st
praça = pr
sobre = br



burricos = rr
torre = rr
velhas = lh

12 - Resposta pessoal



PUBLICIDADE, CONSUMO E MEIO AMBIENTE



      Em 50 anos, a população mundial passou de aproximadamente 2,5 bilhões (1950) para cerca de 6 bilhões (2000). A industrialização crescente permitiu um aumento excepcional no consumo de produtos e teve como consequência o aumento também do lixo e da poluição. Para conter os danos ao meio ambiente de uma produção não sustentável e garantir a sobrevivência das futuras gerações, a sociedade moderna terá de reformular alguns hábitos de consumo.
      Vivemos numa sociedade de consumo, onde comprar e vender faz parte do cotidiano e toma muito tempo, recurso e energia. O problema é que geralmente não percebemos que esse simples ato pode ter reflexos negativo sobre o meio ambiente.
      Ao comprar uma roupa nova, por exemplo, não nos damos conta de que, para produzir aquele tecido, foi preciso cultivar o algodão, e que isso implicou o uso de grandes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas, que contaminam o solo, a água e o ar. Atualmente, imensas áreas de terra são destinadas à monocultura do algodão, que, com o passar dos anos, vai deteriorando o solo. Mais ainda, o processo de tingimento na indústria têxtil emprega grandes volumes de água e produtos químicos, que contaminam os cursos de água.
      Hoje disseminado em praticamente todo o mundo, o fenômeno do consumismo não teria sido possível sem o bombardeio incessante da publicidade.
      A publicidade nos persegue em toda a parte, e muitas vezes não nos damos conta disso. Está nas ruas, nas fachadas dos prédios, nos ônibus e nas vitrines. Também chama a nossa atenção em bancos, escritórios, hospitais, restaurantes, cinema e outros lugares públicos. Em casa, basta abrir o jornal, ligar o rádio ou a televisão. Muitas vezes, ela vem pelo correio: são as ofertas e propagandas.
      Sem perceber, fazemos publicidade gratuitamente ao usar roupas, sapatos, bolsas e outros objetos com etiquetas visíveis. É realmente muito difícil não ser afetado por essa publicidade massiva, que se incorporou a todos os aspectos de nossa vida e nos emite mensagens o tempo todo, de forma direta ou velada.
      A publicidade é um meio eficiente para tornar o produto conhecido e prestar informações para ajudar o consumidor a fazer uma escolha e até aprender a consumir melhor. O problema é que, em vez de fornecer informações para um consumo racional e consciente, as mensagens publicitárias exploram pontos vulneráveis do público para convencê-lo de que o produto é realmente necessário. Assim, ela apela para os desejos, gostos, ideias, necessidades, vaidades e outros aspectos da nossa personalidade.
      Você já reparou como são as pessoas que aparecem nos anúncios publicitários? Geralmente são de classe média ou alta, bonitas, saudáveis, felizes e bem-sucedidas.
      A publicidade utiliza vários tipos de estratégias para atingir o seu público-alvo, aquele a que o produto se destina. Para vender produtos higiênicos, cosméticos e alimentos, por exemplo, elaboram-se anúncios dirigidos para as mulheres. Neles, o que aparece não é uma mulher comum, mas um estereótipo de mulher, criado pela nossa cultura. Assim, as mulheres que anunciam cosméticos devem ser jovens, belas, magras e atraentes. Já para anunciar um produto de limpeza, a mulher deve ser perfeita e estar numa casa esplêndida e mais limpa do que um laboratório clínico.
      A publicidade dirigida ao homem geralmente explora seu desejo de obter êxito e de ser atraente e viril. O homem típico da publicidade é bonito, tem conta no banco, um bom carro, uma bela casa, uma mulher bonita e fala ao telefone celular. Na propaganda, quase tudo é permitido, pelo menos em muitos países onde a legislação é frágil. Frequentemente explora-se a imagem da mulher seminua para fazer todo o tipo de propaganda, desde um simples refrigerante até um sofisticado e caro automóvel esportivo.
      Como no jogo publicitário existe muita competição comercial, as empresas de publicidade vivem em busca de formas cada vez mais sensacionais e novas para atingir o público com suas mensagens. São muitos os apelos, vão desde colecionar pequenos brindes que vêm com os produtos até juntar tampas de garrafas, embalagens, entre outras coisas, para concorrer a prêmios.
      Quase sempre o anúncio ou peça publicitária se vale da síndrome do “todos têm e por isso eu devo ter”. Isso faz com que as pessoas ajam pelo impulso, seguindo a ordem ditada pelo anúncio, sem questionar as reais necessidades ou mesmo a qualidade ou preço dos produtos. Além de fazer mal ao nosso bolso, essa atitude acaba por prejudicar o meio ambiente, com o acúmulo do lixo e de poluição gerado por uma produção não sustentável.


BELTRÃO, Eliana Santos; GORDILHO, Tereza. Publicidade, consumo e meio ambiente. In: Consumo sustentável: Manual de educação. Brasília. 2005.




1- Com suas palavras, responda o que é publicidade?
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2- Considerando que o objetivo desse texto é expor fatos e apresentar situações que mostrem os efeitos do consumismo no meio ambiente, assinale a alternativa correta.

(A) Os fatos são expostos numa linguagem objetiva e levam o leitor a refletir sobre eles.
(B) As informações são confusas e a linguagem é subjetiva, emotiva.
(C) Os fatos são analisados, a partir do ponto de vista do produtor do texto.
(D) Nenhuma das alternativas.

3 - Segundo o texto, o aumento da população mundial nos últimos cinquenta anos trouxe consequências ao meio ambiente, obrigando a sociedade moderna a reformular alguns hábitos de consumo. Que consequências foram essas?
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4 - Releia o 4º e 5º parágrafos do texto e responda. Por que será que as pessoas compram produtos supérfluos?_
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5 - Que estratégia é geralmente utilizada nas mensagens publicitárias para convencer o consumidor a adquirir o produto?
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6 – Complete a lacuna.

Segundo o texto “para vender produtos higiênicos, cosméticos e alimentos, elaboram-se anúncios dirigidos __________________”

7-  Na sua opinião, observa-se um bombardeio da publicidade para o consumo de produtos básicos ou para o consumo de produtos supérfluos? Justifique sua resposta.
______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

8 - Quais são as consequências quando uma pessoa compra um produto pelo impulso, sem questionar as reais necessidades ou mesmo a qualidade ou preços dos produtos?
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9 - Como pode ser definido o artigo ou produto que satisfaça às necessidades básicas do consumidor?
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10 - No texto, afirma-se que: "A publicidade nos persegue em toda a parte [...]." e são citados os lugares onde ela está presente, tais como "nas ruas, nas fachadas dos prédios, nos ônibus e nas vitrines. [...] em bancos [...]".

Por que o texto apresenta os diferentes lugares onde a publicidade é veiculada?
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11- Classifique as palavras sublinhadas.
  
“... grandes quantidades de fertilizantes químicos e pesticidas, que contaminam o solo, a água e o ar.”

Substantivo

Adjetivo

Verbo


12 – Escreva seu entendimento do  texto PUBLICIDADE, CONSUMO E MEIO AMBIENTE
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GABARITO

1. -Espera que o estudante responda que publicidade significa, genericamente, divulgar, tornar público um fato ou ideia. É uma técnica de comunicação em massa, cuja finalidade é fornecer informações sobre produtos ou serviços com fins comerciais.
2 -  A
3 - O aumento do lixo e da poluição.
4 - Por causa do bombardeio incessante da publicidade, gerando nas pessoas uma falsa necessidade daquele produto.
5 - A estratégia de que o produto é realmente necessário ou que dá status, satisfaz os desejos, necessidades.
6 - para as mulheres.
7 - Para o consumo de produtos supérfluos, porque os produtos básicos as pessoas já consomem regularmente.
8 - Além de fazer mal ao bolso, essa atitude acaba por prejudicar o meio ambiente, com o acúmulo do lixo e de poluição gerado por uma produção não sustentável.
9 - Como imprescindíveis e necessários à saúde, alimentação, educação etc. e que proporcionam qualidade de vida para o consumidor.
10 - Provavelmente para levar o leitor a perceber o quanto a publicidade está presente no cotidiano das pessoas, uma vez que são citados quase todos os lugares que as pessoas circulam, incluindo a própria casa, confirmando que a publicidade as "persegue".
11 –
Substantivo
fertilizantes, pesticidas, solo,  água e  ar
Adjetivo
grandes, químicos
Verbo
contaminam


12 - Resposta pessoal.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018


O HOMEM DE FOGO

Gabriel Furtado da Cruz & Maurício Araújo

            Apolo é um rei dos humanos. Rei sábio que sempre procurou governar seu país com os ensinamentos de Atena. Ele tem um irmão que conseguiu o poder da invisibilidade com a semideusa Minerva, prometendo-a que usaria seu poder com o intuito de fazer somente o bem, investigando os maiores segredos dos reis e rainhas da terra, evitando assim que pessoas fossem mortas nas guerras, mas não cumpriu com sua palavra, usava seu poder para a prática do mal.
Apolo não se conformava em ver seu irmão com um poder concedido pelos deuses, e ele, sendo rei, não possuía nenhuma habilidade. Foi quando decidiu ir ao encontro de Minerva, para implorar o poder do fogo. Não demorou muito em encontrá-la próximo ao labirinto de Minotauro e logo foi falando:
            __Eu quero ter o poder de fogo! Quero ficar em chamas para que o meu domínio seja ampliado.
            __Eu posso até lhe dar o poder, mas quero algo em troca. Respondeu a Minerva.
            __O quê?
            __ A cabeça de seu irmão.
            __ Mas por que você quer matá-lo? Indagou o rei Apolo.
            __ Porque dei a ele o poder da invisibilidade, para ele fazer o bem, mas usa seu poder somente para realizar o mal e está causando o desequilíbrio na terra. Procuro matá-lo há muito tempo. Dar-te-ei o poder, mas antes o traga aqui morto.  
            __ Mas quem mata um membro da família real vai para a forca e não posso fazer isso com o meu próprio irmão! Argumentou Apolo.
            __ Eu tenho um veneno, basta colocar uma gota em sua bebida e logo ele morrerá, você sabe que ele precisa morrer, pois suas atitudes são perversas.
            Então ele foi para o castelo muito triste e pensativo. Seu irmão sabia de tudo, pois havia permanecido ali invisivelmente, ouvindo toda conversa. Apolo não sabia disso e ao sentar no trono, logo apareceu seu irmão que logo foi perguntando:
__ O que você tem em mãos Apolo?
            __ Nada, apenas um vidro contendo um remédio preparado por Asclépio. Estou muito cansado e preciso de sossego.
            Os servos logo apareceram e convidaram o rei para o jantar. Apolo convidou seu irmão, mas como já sabia de tudo, foi logo falando:
            __Calma, o poder não é tudo na vida, você precisa também de sabedoria. Eu vou me fingir de morto para você conseguir o que queres.
            Apolo ficou assustado, jamais imaginaria que seu irmão soubesse do plano que permanecia em segredo, mas aceitou prontamente.
            No outro dia, a vila toda estava sabendo que o irmão do rei havia morrido, o plano tinha sido colocado em prática, faltava só levar o irmão perante Minerva, como morto, sobre uma carruagem. Apolo foi.
__Você conseguiu o que tanto queria, meu irmão agora está morto, conceda-me o meu desejo! Pediu Apolo.
Minerva aproximou-se do irmão de Apolo (que se fingia de morto) e ela acreditou que ele realmente havia morrido.
            __Calma, coloque a mão para cima que eu vou te conceder o poder. Disse Minerva.
            Quando ela jogou o poder, ordenou que ele estralasse os dedos e dele saiu uma faísca de fogo. O irmão de Apolo se levantou de uma vez e jogou uma lança com o sangue da veia direita de Medusa, bem no peito da Minerva e ela morreu instantaneamente.    
            Satisfeitos, os irmãos retornam para o castelo. Apolo tem o poder de chamas de fogo e seu irmão ainda com o poder da invisibilidade formam uma dupla poderosa para combater os inimigos do reino e ajudar as pessoas de seu país.



1 -  O gênero do texto é:

a) crônica, pois aborda fatos do cotidiano.
b) memória, pois traz uma experiência de vida.
c) conto, pois é um texto ficcional com personagens reais.
d) mito, pois além de um enredo ficcional, apresenta personagens sobrenaturais.

2 -  A finalidade do texto é

a) entreter o leitor com um enredo místico e personagens fantasiosos.
b) criticar a sociedade de forma geral.
c) apresentar um ensinamento através de uma moral.
d) noticiar um fato ocorrido no passado.

3 -  Segundo o texto

a) Minerva era uma semideusa muito má.
b) o sangue de Medusa foi responsável pela morte de Minerva.
c) o irmão de Apolo cumpriu a promessa que fez a Minerva.
d) Apolo matou Minerva para conseguir seu desejo.

4 -  Toda a história  gira em torno de

a) um desejo.
b) uma vingança.
c) uma emoção.
d) uma promessa.

5 - Há uma opinião em

a) “... apenas um vidro contendo um remédio preparado por Asclépio.”.
b) “... pois suas atitudes são perversas.”.
c) “Você conseguiu o que tanto queria...”
d) “Procuro matá-lo há muito tempo.”

6 - No trecho: “Mas por que você quer matá-lo?”, o termo destacado “lo” se refere:

a) a Apolo.
b) a Minerva.
c) ao irmão de Apolo.
d) ao veneno.

7 – Verifica-se que este  texto:

a) faz uso do discurso direto nas falas das personagens.
b) foi escrito em versos, usando o discurso direto nas falas das personagens.
c) utiliza os discursos indiretos nas falas das personagens.
d) não utiliza nem o discurso direto e nem o discurso indireto.

8 -  Apolo não se conformava em não possuir nenhuma habilidade, porque:

a) ele era mais forte e poderoso que seu irmão.
b) ele era amigo dos deuses e semideuses.
c) ele era um rei.
d) Minerva era sua conselheira.

9 -  O que motivou Minerva desejar a morte do irmão de Apolo?

a) Porque ele causou o grande desequilíbrio no universo.
b) Porque ele não cumpriu com o que prometeu a Apolo.
c) Porque ele investigava as ações dos reis inimigos, mas não revelava a Apolo.
d) Porque ele não cumpriu com a promessa feita ao receber o poder.

10 -  No fragmento: “Seu irmão sabia de tudo, pois havia permanecido ali invisivelmente...”, as palavras grifadas estabelecem, respectivamente, ideia de:

a) lugar e modo.
b) intensidade e modo.
c) modo e lugar.
d) lugar e intensidade.

11 -  A palavra “e” no trecho “... e ela acreditou que ele realmente havia morrido...” introduz:

a) uma explicação.
b) uma adição.
c) uma consequência.
d) uma causa.

12 -  O conflito da história começa quando:

a) Minerva deseja a morte do irmão de Apolo.
b) Apolo vai ao encontro de Minerva em busca do poder.
c) o irmão de Apolo mata Minerva.
d) Apolo recebe o poder do fogo através de Minerva.

13 -  No trecho: “... para que o meu domínio  seja  ampliado.”, a palavra em destaque poderia ser substituída, sem alterar seu sentido na frase, por:

a) minimizado.
b) forte.
c) único.
d) expandido.

14 -  No final da história,  percebe-se que:

a) As personagens principais enfrentaram os castigos dos deuses.
b) O reino ficou sob a proteção dos irmãos.
c) Apolo prometeu combater os inimigos do irmão.
d) A satisfação do reino foi grande com a chegada dos irmãos.


GABARITO
1- d / 2- a / 3-b / 4- a / 5- b / 6- c / 7- a / 8- c / 9- d / 10- a / 11- b / 12- a / 13- d / 14- b






quinta-feira, 13 de dezembro de 2018






Os sons do mundo

               


Mais do que os gritos
e os gemidos de desespero
das bandas de rock, ferem meus ouvidos
os mínimos ruídos da casa.
Quando a casa toda dorme,
o mundo inteiro dorme,
os ruídos surgem e crescem
e violentam minha insônia.

É um pingo d’água no banheiro,
um móvel que estrala,
o tique-taque incessante do despertador,
os roncos que vêm dos quartos,
o vento que bate nas vidraças
e o cochilo de bisavós e avós
que sai dos amarelados retratos.

JOSÉ, Elias. Cantigas de adolescer. São Paulo: Atual, 2002.




01 – Qual o título do poema?
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02 – Quem é o autor e de onde foi retirado o poema?
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03 – Quantos versos possui o poema?
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04 - O poema está organizado em quantas estrofes?
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05 – O verso “e violentam minha insônia” no poema pode ser substituído, sem perder o sentido, por:

(A) e aumentam minha insônia.
(B) e intensificam minha insônia.
(C) e despertam minha insônia.
(D) e agridem minha insônia.

06 – De acordo com o texto, o poeta compara os sons do mundo com:

(A) com os sons produzidos no trânsito.
(B) com os sons produzidos pelos animais.
(C) com os sons produzidos pelas bandas de rock.
(D) com os som das vozes.

07 – O que o autor quer dizer com: “Os roncos que vêm dos quartos”?
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08 – Faça a ilustração  do poema



































Gabarito

01 – Os sons do mundo.
02 – Elias José, foi retirado de Cantigas de Adolescer.
03 – Possui 15 versos.
04 – O poema está organizado em duas estrofes.
05 –  (A) e aumentam minha insônia.
06 – (C)  com os sons produzidos pelas bandas de rock.
07 – Significa que ele não consegue dormir com os roncos das pessoas da casa.
08 – Resposta do aluno.